A Sociedade contra o Estado: investigações de antropologia política

A Sociedade contra o Estado: investigações de antropologia política

Pierre Clastres

Language:

Pages: 105

ISBN: 2:00070721

Format: PDF / Kindle (mobi) / ePub


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Esta coletânea de onze artigos publicados entre 1962 e 1974 por Pierre Clastres (1934-1977) constitui um dos mais importantes trabalhos de antropologia política já divulgados. A obra reflete uma reviravolta nas ciências humanas, propiciada nos anos 1960 por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault e Gilles Deleuze. Clastres critica a razão política ocidental, aferrada em noções de dominação e subordinação, e afirma que a sociedade civil pode prescindir da figura do Estado. Para demonstrar essa tese audaz, o autor analisa a experiência de povos indígenas da América do Sul.

Culture Against Man

People of the Big Voice: Photographs of Ho-Chunk Families by Charles Van Schaick, 1879-1942

Cro-Magnon: How the Ice Age Gave Birth to the First Modern Humans

Life Exposed: Biological Citizens after Chernobyl

Hope is Cut: Youth, Unemployment, and the Future in Urban Ethiopia

The First Human: The Race to Discover Our Earliest Ancestors

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e preciso para aJliim dissc, notar que estas culturas, privando os «sinais» do seu valor de troca na regiao dopoder, tiramas muIheres, aos bens e as palavras justamente a sua fungao de sinais para trocar; e e entao como puros valore!! que sao apreendidos esses elementos, porque a comunicagao deixa de ser 0 seu horizonte. 0 estatuto da Iinguagem sugere com uma forga singular essa conversao do estado de sinal ao estado de valor: 0 discurso dochefe, na sua soUda~, lembra a palavra do poeta para quem

dificHmente concebivel. A questao que se coloca e pois a de 12 52 HSAI, t. V. pp. 669 segs. saber se 0 isolamento politico de cada comunidade e urn traQo pertinente para a etnologia da Floresta Tropical. Mas antes de mais e necessario elucidar a natureza destas comunidades. Que esta seja efectivamente problematica, e justamente 0 que parece resultar da ambiguidade terminologica que se encontra ao longo de todo 0 Handbook. Se, no volume HI, Lowie chama «familia alargada» a unidade

estes cantos i1ustram de forma exemplar a rela~ao geral do homem com a linguagem naquilo em que essas vozes longinquas nos cha- mam a meditar. Elas convidam-nos a tomar urn caminho 121 ~,I 'I I ;'~ I , ' quase apagado ja, e 0 pensamento dos selvagens,saido do repouso numa linguagem ainda primaria, orienta-se rupenas em dilrecgao = pensamento. Com efeito, vimos ja que para la do contentamento que thes proporciona, 0 canto fornece aos ca!ladores - e sem que 0 sailibam - 0 meio de escapar

superiDr nem inferior; nao se pode medir um equipamento tecnDlogicD senao em fun~aO' da sua Clalpacidade de satisfazer, nurn da;dD meio, as necessidades da sociedade. E, deste pontO' de vista, naD parece de modO' algum que as sociedades primitivas se tenham mDstradD incapaze's de aceder aDS meios para realill;ar essefim. Evidentemente que esse poder de inov~ao tecnioa de que d1io provas as sociedades primitivas se vai desenvDlvendo nO' tempo. Na;da e dadO' de imediatD, ha sempre 0' ,paciente

sobre 0 poder deve operar a conversao a 23 .heliocllntrica»: com isso ela beneficiarn talvez de uma melhor compreensao do mundo dos outros e, por conseguinte, do nosso. 0 caminho da sua conversao e-Ihe de resto indicado por urn pensamento do nosso tempo que soube tomar a serio o dos Selvagens: a obra de Claude Levi-Strauss prova-nos a rectidao da diligllncia pela amplitude (talvez ainda insuspeitada) das suas conquistas, e convida-nos a ir mais longe. :El tempo de mudar de sol e de se pOr em

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